Explorando o Céu: Órion, o caçador!

Começamos nossa jornada pelas constelações pela de Órion, o caçador.

 

Órion, de acordo com a mitologia grega, desempenhou um papel importante para as civilizações antigas. Sua posição no céu ao longo do ano era um prenúncio das mudanças climáticas que estavam por vir. Quando se observava Órion nascer durante o amanhecer, era um sinal que o verão houvera chegado. Seu nascimento no início da noite anunciava o inverno, e à meia-noite indicava época da colheita de uvas. Essas observações foram feitas por civilizações do hemisfério norte. Para o hemisfério sul vale o contrário. No meio de dezembro Órion estará nascendo para nós (no leste) após o crepúsculo. O que isso pode nos indicar? Isso mesmo! O início do verão!

O CAÇADOR

Conta-nos a mitologia grega que Órion era um gigante caçador,filho de Netuno e favorito de Diana, com quem quase se casou. O irmão de Diana, Apolo, por sua vez, se aborrecia com tal aproximação entre os dois, chegando a censurar diversas vezes sem nunca obter resultado.  Certo dia Apolo teve a oportunidade de se ver livre de seus aborrecimentos: percebendo que Órion vadeava pelo mar apenas com a cabeça fora d’água desafiou sua irmã, outra exímia caçadora, a acertar o alvo que distante se movia. Impecável em sua pontaria ela atingiu em cheio seu amado, cujo corpo já moribundo foi conduzido à praia pelas ondas do mar. Percebendo a fatalidade que havia cometido, Diana, em meio às lágrimas, colocou Órion entre as estrelas: o gigante trajado com um cinto, uma pele de leão, armado de uma espada e de sua clava,acompanhado por Sírius, seu cão e com as Plêiades fugindo do caçador.

As Plêiades eram ninfas do séqüito de Diana por quem Órion se apaixonou e perseguiu. Elas, desesperadas, só conseguiram escapar graças a Júpiter, que as transformou em pombas e então numa constelação do céu. Embora as Plêiades fossem sete, somente seis estrelas são visíveis no céu – nos conta a lenda que Electra não conseguiu suportar a dor de ver a cidade de Tróia, que fora fundado por seu filho, cair em ruínas e abandonou seu lugar. Suas irmãs se empalideceram diante de tal visão.

 

“AS TRÊS MARIAS”

Você possivelmente já conhece a constelação de Órion, ou pelo menos parte dela. Aquele conjunto de três estrelas popularmente chamadas pelos brasileiros de “Três Marias” nada mais é que o centro da constelação – representa o cinturão do gigante. Sabendo encontrá-las, encontra-se a constelação completa facilmente.

Grandes civilizações como os babilônios, egípcios e gregos tiveram histórias diferentes para essas estrelas que conhecemos por as três marias. Na Grécia, a constelação é conhecida como a do herói grego Órion o caçador que foi morto por um escorpião. No antigo Egito, o Cinturão de Órion era conhecido como o símbolo do Deus-faraó Osiris. Cada um dos nomes das estrelas vem do árabe. Mintaka significa cinto, Alnilam significa “um cinto de pérolas”, e Alnitak significa “O Cinto”. Os cientistas acreditam que as três estrelas foram formadas numa época próxima em que uma das nebulosas encontradas na constelação de Órion.

 

As Três Marias: Mintaka, Alnilam, Alnitak


Mintaka – Delta Órionis

Mintaka é uma estrela super gigante azul. Fica a 690 anos-luz da Terra e é a estrela mais ocidental no cinturão de Órion a partir de nosso ponto de vista na Terra. A estrela é 10 mil vezes mais brilhante que o nosso Sol e tem uma temperatura de superfície realmente escaldante (cerca de 60 mil graus Celsius). Sua massa é 20 vezes maior que a do sol e seu raio é de 15,8 raio solar.

Alnilam – Epsilon Órionis

Alnilam é a estrela central do Cinturão de Órion. A estrela também é uma gigante azul. Ele está a cerca 1.300 anos-luz da Terra. Alnilam é a mais brilhante das estrelas do cinturão de Órion sendo aproximadamente vinte mil vezes mais brilhante do que o nosso sol. A estrela tem uma massa similar à de suas companheiras de 20 massas solar . A temperatura da superfície é a mais amena das três marias por volta de 50.000 graus Celsius. O espectro relativamente simples de Alnilam a tornou útil para estudar o meio interestelar. Dentro dos próximos milhões de anos, esta estrela pode se transformar em uma super gigante vermelha e explodir como uma supernova. Ela é cercada por uma nuvem molecular, NGC 1990, que se ilumina para fazer uma nebulosa de reflexão. Seus ventos estelares podem atingir até 2000 km/s, fazendo-a perder massa cerca de 20 milhões de vezes mais rápido do que o sol.

Alnitak – Zeta Órionis

A terceira estrela, Alnitak é a mais fraca das três marias, mesmo que tenha a mesma massa e temperatura de superfície de Mintaka, ela é apenas 7.000 vezes mais brilhante que o sol.Alnitak está a 736 anos-luz de distância da Terra.

Alnitak é um sistema estelar triplo, composto por Alnitak A que forma um sistema binário com Alnitak Aa (a super gigante azul, com uma magnitude absoluta de -5,25 e uma magnitude aparente de 2,0) e Alnitak Ab (um anão azul, com uma magnitude absoluta de cerca de -3,0 e uma magnitude aparente de cerca de 4), Uma quarta estrela, de magnitude 9 Alnitak C, não foi confirmada como sendo parte do grupo Aa-Ab-B, e pode simplesmente se encontrar ao longo da linha de visão.

A CONSTELAÇÃO

Perceba como é fácil identificar o padrão após encontrarmos as Três Marias. Elas estão envolvidas por um trapézio formado por quatro estrelas de primeira magnitude: Alfa de Órion (Betelgeuse), de coloração mais avermelhada, representa o ombro direito de Órion, temos em seguida Gama de Órion (Bellatrix) como o ombro esquerdo, Kapa de Órion (Saiph) é o joelho. A última estrela do trapézio é justamente a que está oposta a Betelgeuse – Beta de Órion (Rigel), uma estrela que também se destaca, representando o pé direito de Órion.

Betelgeuse é uma das estrelas mais brilhantes, cujo diâmetro chega a ser 250 vezes maior que o do Sol. Como toda gigante sua atmosfera é bastante difusa, com densidade muito menor que a de nossa atmosfera. Sua distância até nós é de aproximadamente 200 anos-luz.

 

Nebulosas em Órion

NEBULOSA DE ÓRION (M42)

A nebulosa de Órion é um dos objetos presentes no céu mais interessantes à observação. Conhecida também como M42 ou NGC 1976, essa nebulosa difusa é uma das mais brilhantes, tanto que numa noite de céu limpo e num local longe de poluição e luz ela chega a ser visível a olho nu. Localizá-la não é difícil – ela se encontra na espada do gigante Órion. Partindo das Três Marias, que é seu cinto, encontra-se a espada logo abaixo.

M42 está a mais de mil anos luz de distância da Terra e é composta principalmente por estrelas jovens e bastante quentes do tipo O  num agrupamento conhecido como o Trapézio. A radiação emitida por essas estrelas excita uma nuvem de gás e poeira que passa a emitir o brilho característico da nebulosa.

 

NEBULOSA CABEÇA DE CAVALO

A nebulosa Cabeça de Cavalo (ou Barnard 33) é uma nebulosa escura na constelação de Órion. A nebulosa está localizada logo abaixo de Zeta Orionis, estrela que faz parte do cinturão de Órion. Está a aproximadamente 1500 anos-luz da Terra. É uma das nebulosas mais identificáveis devido à forma de sua nuvem escura de poeira e gases, que é semelhante à de uma cabeça de cavalo.

O brilho vermelho se origina do hidrogênio, gás que predomina por trás da nebulosa, ionizado pela próxima estrela brilhante Sigma Orionis. A escuridão da Cabeça de Cavalo é causado principalmente por uma poeira espessa. Tem cerca de 16 anos-luz de extensão e uma massa total de 300 massas solares.

 


 

Algumas imagens:

 


Bibliografia:

http://www.observatorio.ufmg.br/dicas05.htm

https://cienciasetecnologia.com/cinturao-de-orion-tres-marias/

http://en.wikipedia.org/wiki/Orion_(constellation)

 

 

 

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HUBBLE DESCOBRE QUE GALÁXIAS ANÃS FORMARAM MAIS QUE A SUA PARTE DAS ESTRELAS DO UNIVERSO

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Elas podem ser pequenas, mas podem alavancar um grande golpe de formação estelar. Novas observações do Telescópio Espacial Hubble da NASA mostram que pequenas galáxias, também conhecidas como galáxias anãs, são responsáveis ​​pela formação de uma grande proporção de estrelas do Universo.

Estudar esta época inicial da história do Universo é crucial para entender plenamente como essas estrelas se formaram e como as galáxias cresceram e evoluíram de 2 a 6 bilhões de anos após o início do Universo. Este resultado apoia uma investigação que durou uma década para saber se há uma ligação entre a massa de uma galáxia e sua atividade de formação estelar, e ajuda a pintar um quadro consistente de eventos no início do Universo.

“Nós já suspeitávamos que esses tipos de galáxias contribuíram para a onda inicial de formação de estrelas, mas esta é a primeira vez que fomos capazes de medir o efeito que realmente tiveram”, disse Hakim Atek da Escola Politécnica Federal de Lausana (EPFL), na Suíça, principal autor do estudo publicado na edição on-line de 19 de junho do The Astrophysical Journal. “Elas perecem ter tido um surpreendente papel importantíssimo.”

Estudos anteriores de galáxias formadoras de estrelas eram restritos à análise de galáxias de média ou grande massa, deixando de lado as inúmeras galáxias anãs que existiam nesta prolífica época de formação estelar. Astrônomos conduziram um estudo recente utilizando dados da Wide Field Camera 3 do Hubble (WFC3) para dar mais um passo significativo no entendimento desta época formativa através da análise de uma amostra de galáxias starburst no Universo jovem. As galáxias starburst formam estrelas a uma taxa furiosamente rápida, muito acima do que é considerado por especialistas como uma taxa normal de formação de estrelas.

As capacidades de infravermelho da WFC3 permitiram aos astrônomos finalmente calcular o quanto essas galáxias anãs de pouca massa contribuíram para o população estrelas em nosso Universo.

“Estas galáxias estão formando estrelas tão rapidamente que elas poderiam realmente dobrar toda a sua quantidade de estrelas em apenas 150 milhões de anos – uma escala de tempo astronômica incrivelmente curta”, acrescentou o co-autor Jean-Paul Kneib, também da EPFL.

Os pesquisadores dizem que as galáxias normais levariam de 1 a 3 bilhões de anos para realizar um ganho de tal quantidade.

Além de acrescentar uma nova visão de como e onde as estrelas no nosso Universo se formaram, esta descoberta também pode ajudar a desvendar os segredos da evolução galáctica. Galáxias evoluem através de um emaranhado de processos complexos. Conforme as galáxias se fundem, elas são consumidas por estrelas recém-formadas que se alimentam de seus gases combinados, e explosões estelares e buracos negros supermassivos ejetam material galáctico – um processo que esgota a massa de um galáxia.

É raro encontrar uma galáxia em um estado de starburst, que sugere aos pesquisadores que as galáxias starburst são o resultado de um incidente incomum no passado, como uma fusão violenta.

Créditos da imagem: NASA, ESA, GOODS Team e M. Giavalisco (Universidade de Massachusetts, Amherst)

Fonte: traduzido de http://hubblesite.org/

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O que é um eclipse solar? E como ele acontece?

O que é um eclipse solar? E como ele acontece?

Um eclipse solar assim chamado, é um raríssimo fenômeno de alinhamentos que ocorre quando a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol, ocultando completamente a sua luz numa estreita faixa terrestre. Do ponto de vista de um observador fora da Terra, a coincidência é notada no ponto onde a ponta o cone de sombra risca a superfície do nosso Planeta.

Como Fotografar a Lua?

 

Se identificou com a tirinha acima? Então confira algumas dicas de como fotografar a Lua!

  • Se for fotografar com uma câmera DSLR, use a lente de maior distância focal que tiver. É possível fotografá-la com a lente 18-55mm do kit, mas o mais recomendado é pelo menos 200mm para câmeras DSLR com sensor APS-C (Ex: Nikon D5100/Canon EOS T3i) ou 300mm para câmeras com sensor Full Frame (Ex: Nikon D600/Canon EOS 6D).

 

  • Se for fotografar com uma câmera Compacta ou SuperZoom, use todo o zoom óptico e digital disponíveis. Sim, o zoom digital também. Apesar da má fama (e com razão), essa é uma das poucas situações em que o zoom digital realmente contribui para a foto. Mas não se engane: a sua utilidade aqui não é “ampliar” a imagem, já que isso pode ser feito da mesma maneira em qualquer programa de edição, e sim facilitar o foco e a fotometria para a sua câmera (principalmente se ela não tiver ajustes manuais). Quanto maior for a parte que a Lua ocupar no enquadramento da sua imagem, mais fácil será para a sua câmera focar e fotometrar.

 

  • Coloque a sua câmera em um tripé, faça o foco e ative o timer para fotografar em 10 segundos. Isso evita que você faça a câmera se mover na hora de encostar nela para pressionar o botão disparador. Caso não tenha um tripé, apoie seus braços em uma superfície firme, prenda a respiração para minimizar os seus movimentos, e só então faça a foto.

 

  • Mude o modo de medição da sua câmera para Pontual/Spot, o qual considera apenas a quantidade de iluminação vinda de uma pequena parte do centro do seu enquadramento. A Lua é bastante clara, enquanto o céu é totalmente escuro. Mas nesse caso, o céu geralmente não nos interessa: pode ficar todo preto mesmo. Evite usar o modo de medição Matricial, que é o padrão. Este modo faz uma média matemática geral da iluminação vinda de todo o enquadramento.Como o céu escuro geralmente ocupa uma boa parte do enquadramento, ao deixar no modo Matricial de medição, sua câmera vai “se confundir”, achando que você na verdade está querendo fotografar uma cena noturna típica. Com isso, o fotômetro dela vai te fornecer valores totalmente errados, resultando em uma superexposição do assunto principal. A Lua, que é o que realmente interessa na foto, vai ficar parecendo apenas uma bola branca completamente sem detalhes, enquanto o céu provavelmente vai ficar com uma coloração preto-acinzentada.

Se a sua câmera tiver ajustes manuais de exposição, se baseie nas seguintes configurações:

  1. Abertura do Diafragma: Use uma abertura média: nem muito grande e nem muito pequena. O ideal é entre f/4 e f/8. Aberturas muito grandes, como f/1.8, geralmente causam distorções nas cores (aberrações cromáticas), no contraste e na nitidez (curva MTF com valores mais baixos). Enquanto aberturas muito pequenas, como f/22, também causam a diminuição da nitidez, mas por um motivo diferente (difração da luz).

 

  1. Velocidade do Obturador: Use uma velocidade bem alta. O ideal é entre 1/100 e 1/1000. Usando velocidades mais baixas, você pode tremer se estiver fotografando sem tripé. Além disso, tanto a Terra quanto a Lua giram, então a tendência é captar o movimento da Lua, perdendo bastante nitidez.

 

 

  1. Sensibilidade ISO: Quanto menos, melhor. Use somente o ISO necessário para equilibrar a harmonia entre abertura do diafragma e velocidade do obturador. Se possível, tente não passar de 400, para garantir uma boa nitidez e pouco ruído.

 

  • Desative o flash! Pode parecer um tanto óbvio, mas muita gente nem se dá conta de que as câmeras (principalmente nos modos automáticos) sempre tentam ativar o flash, quando a iluminação no local da foto é fraca. Até onde eu sei, não existe nenhum flash no mundo que alcance mais do que 200 metros de distância. Imagine então, aproximadamente 400.000 quilômetros? Sem chance. Para esse tipo de foto o flash só atrapalha, diminuindo o contraste com aquele clarão desnecessário perto da lente.
  • Para que a Lua fique com a cor mais natural possível, ajuste o Balanço de Brancos para Luz do Dia. O Sol ilumina a Lua, portanto, a temperatura de cor é equivalente a esta predefinição de aproximadamente 5500K. Já se quiser deixá-la com uma coloração diferente da natural, varie as predefinições até encontrar a cor desejada. Outra opção, para deixar a Lua prateada, é fotografar em preto e branco.

 

  • Se a sua câmera tiver esta opção, fotografe no formato RAW. Assim, caso na foto final a Lua fique muito pequena e/ou com baixo contraste, você pode fazer um corte e melhorar a coloração, o contraste e a nitidez, sem perder qualidade. O Adobe Lightroom é uma ótima opção para fazer estes tipos de ajustes.

 



EXEMPLO


EXIF 

Câmera  Fujifilm FinePix SL300 (Superzoom)
Zoom Óptico  30x
Zoom Digital  4x (Simulado Digitalmente: 120x)
Distância Focal Real  129mm (Simulado Digitalmente: 516mm)
Distância Focal Equivalente  720mm (Simulado Digitalmente: 2880mm)
Modo de Exposição  M (Manual)
Modo de Medição  Spot (Pontual)
Abertura do Diafragma  f/5.9
Velocidade do Obturador  1/250
Sensibilidade ISO  100
Compensação de Exposição  0 EV
Balanço de Brancos  Luz do Dia
Flash  Desativado
Tripé  Sim (Modelo STC-360)
Timer  Ativado (10 Segundos)
Edição  Adobe Lightroom
Formato  JPEG Fine L (4288 x 2864)
Proporção  3:2

Fonte: http://migre.me/iShq3